Amortecedor traseiro - O amortecedor traseiro é uma peça que usa um tipo de mola e/ou amortecedor para proteger o ciclista e a bicicleta dos efeitos da rodagem em superfícies irregulares. É fixada num quadro especialmente desenhado para isso.
Alforje - Espécie de bolsa para levar as bagagens dos ciclistas em viagens, geralmente apoiada sobre um bagageiro, com abas laterais para distribuição do peso e manter o equilíbrio da bicicleta;
Alavanca de câmbio - Componentes utilizado para trocar as marchas de bicicletas, podem ser do tipo indexado (as marchas possuem posições pre-estabelecidas para as trocas) ou não indexado na qual o ciclista regula o movimento para a troca. Os tipos mais usuais são "thumbshift" (sistema mais simples no qual se empurra/puxa uma alavanca para a troca das marchas), "rapid fire", rotativos (troca-se as marchas girando), "Rapid Fire Dual Control" na qual as trocas de marchas são realizadas através dos manetes dos freios e "STI´s" ou "Ergopower" são trocadores do tipo Dual Control para bicicletas de ciclsimo de estrada.
Andar na Roda - Você, praticante de ciclismo e triathlon, já viu com certeza os ciclistas que vão encaixadinhos uns atrás dos outros durante uma prova ou treinamento. Essa prática é conhecida no Brasil como andar na roda, sugar roda, ou andar no vácuo.
A maior força que um ciclista tem de vencer é a resistência do ar. Cerca de 70% da energia que um ciclista gasta é para furar a camada de ar que nos envolve. Portanto, quanto mais dentro do vácuo do ciclista que vai à sua frente você estiver, melhor será seu rendimento e menos energia você gastará,
Quanto maior a velocidade que você estiver desenvolvendo, mais você sente os benefícios do vácuo. A uma velocidade de 30 km/h a economia de energia do ciclista no vácuo é de cerca de 17%, já a uma velocidade de 40 km/h o benefício para o ciclista na roda de outro é de 27%, e assim vai aumentando progressivamente. Já em pelotões grandes com várias filas de ciclistas, o benefício da economia de energia para o ciclista do meio do pelotão chega a ser de 39%. Isso explica porque em provas longas o ciclista que se desgarra (sobra) do pelotão, quase nunca consegue manter o mesmo ritmo da prova.
Veja abaixo algumas dicas de como andar na roda:
Quem está puxando o pelotão, necessita de muita concentração, pois cabe a ele alertar com sinais e gritos, todo o grupo sobre os perigos da via: buracos, pedras, carros, animais, pedestres, etc... A fila de ciclistas todos encaixadinhos tem o efeito de dominó, o que acontecer com o primeiro acontecerá com todo o grupo! Cuidado!
Posicione-se bem atrás da roda do ciclista à sua frente, a distância de uma roda, já é o suficiente para se beneficiar do vácuo. Quanto mais próximo, maior será o efeito do vácuo, procure não se aproximar menos que 10 cm da roda que vai à frente.
Não deixe que sua roda dianteira ultrapasse a roda traseira do ciclista à frente, pois se ele precisar desviar rápido de alguma coisa vai resvalar em sua roda dianteira e vai derrubar você!
Concentre-se totalmente no que está fazendo. Não olhe para os lados, não tire a mão do guidão. Se precisar beber água, deixe para a hora da subida, ou quando estiver por último na fila.
Não fique olhando apenas para a roda à sua frente, olhe também para o que ocorre lá na frente onde está o puxador para antecipar os movimentos e perigos da via, mas não se distraia! É uma questão de ritmo: mantendo o ritmo correto, você não vai bater na roda do ciclista à frente.
Mantenha seus cotovelos semiflexionados, seus braços, ombros e mãos relaxadas. Se cansar concentre-se na sua respiração e no formato de sua pedalada que deve ser sempre redondinha.
É aconselhável combinar o sinal ou o gesto que indicará o momento de cada puxador sair e ir para o final do pelotão. Normalmente o puxador sai para a esquerda enquanto o segundo do pelotão assume a liderança, e o puxador vai então para o último lugar do pelotão.
Também ajuda se combinarem quanto tempo cada um deve puxar o pelotão. Entre 1 e 3 minutos é o suficiente, já que o esforço que o puxador faz é bem maior que os que estão no vácuo.
Quando chegar sua vez de puxar, mova-se lentamente para a frente, sem aumentar o ritmo. Em pequenas descidas é normal a velocidade aumentar, mas faça isto gradualmente para não abrir brechas no pelotão. Em subidas não force o ritmo, mantenha o mesmo passo que você vinha fazendo, é normal que a velocidade caia.
Em descidas muito íngremes e perigosas é melhor abrir espaços grandes entre os ciclistas, pois em caso de acidente com um ciclista, os outros têm tempo de reação.
Quando você for o puxador, olhe bem à frente da estrada, escolha sempre o melhor caminho evitando buracos e pedras. Cuidado com veículos parados no acostamento e outros perigos. Não freie nem faça movimentos bruscos e use sinais, gestos e gritos para alertar seus companheiros sobre os perigos da estrada.
Quando estiver na roda de alguém não freie! Se precisar controlar a velocidade, pare de pedalar e saia um pouco de lado para pegar vento e diminuir a velocidade da bike, levantar um pouco do selim também funciona.
É preferível começar andando na roda de amigos que você já conhece o estilo de pedalada e o nível de condicionamento. Se você estiver treinando e outro ciclista desconhecido lhe ultrapassar, você pode educadamente pedir se ele se importa que você peque uma carona em sua roda. Ofereça-se para revezar com ele. Mas atenção, se notar que ele é inexperiente ou não tem o mesmo nível que você, desista!
Se você é inexperiente nisso, é melhor que você fique na roda de outro ciclista com mais técnica para aprender com ele.
Treinar vácuo é excelente para simular sua participação em provas, seja ela de ciclismo, mtb ou triathlon além de ser um ótimo treino de resistência anaeróbica.
Aro - Peça principal de uma roda. Nele são presos os raios e é onde se colocam os pneus.
Ataque - Aceleração rápida para adiantar-se em relação a um ciclista ou grupo de corredores
Audax - Audax é um evento ciclístico não-competitivo e de longa distância, conhecido internacionalmente também pelo nome de "randonnees".
Avanço - Ver mesa.